Nos últimos tempos tenho refletido muito sobre os conselhos da minha avó em relação ao meu namoro. Sempre fui uma pessoa influenciável e sendo ela uma mulher casada há 50 e tantos anos presumi que seria o mais sábio dos conselhos que eu poderia receber.
Vovó sempre me disse que para um relacionamento dar certo, a pessoa teria de gostar mais de mim do que eu dela.
No começo achei estranho, depois levei em consideração, afinal, era exatamente assim o meu namoro. Ele gostava muito mais de mim do que eu dele. E eu me achava feliz assim pois eu não tinha que fazer muito esforço para manter a relação. Tudo que eu falava era lei. Eu fazia muita coisa errada sem dar tanta importância. No fim das contas quem gostava de mim era ele, né?
E a relação seguia estável, com algumas reclamações por parte dele e tudo bem, tudo sempre era relevado.
Hoje, três anos depois, já começo achar que não é porque o casamento dela durou todo esse tempo que essa seja a melhor coisa a se fazer.
Comecei a ter a impressão de que eu estava meio que fazendo caridade. Não querendo me achar, mas… Aonde estavam meus sentimentos? Por que eu não podia me apaixonar perdidamente e ser feliz ao mesmo tempo?
Feitas essas perguntas as coisas começaram a piorar no namoro.
Eu precisava de paixão pra viver, coração acelerado, músicas românticas, frio na barriga… Coisas de gente com paixonite.
Vovó que me perdoe, mas eu estou apaixonada agora depois de terminar desse namorado.
Me restam indagações sobre o futuro. Coisas como “será que vale a pena? A paixão sempre esfria”.
Bom, mas o futuro a Deus pertence, enquanto isso, deixa a vida me levar!








